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“Não, agora nunca mais diria, de ninguém neste mundo, que eram isto ou aquilo. Sentia-se muito jovem; e, ao mesmo tempo, indizivelmente velha. Passava como uma navalha através de tudo; e ao mesmo tempo ficava de fora, olhando. Tinha a perpétua sensação, enquanto olhava os carros de estar fora, longe e sozinha no meio do mar; sempre sentira que era muito, muito perigoso viver,por um só dia que fosse.”

Virginia Woolf in Mrs. Dalloway

 
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Publicado por em setembro 10, 2011 em Uncategorized

 

Eu nao quero

 
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Publicado por em setembro 3, 2011 em Uncategorized

 

Permitindo-me

Me permitir ser um pouco insignificante. E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir.”

Martha Medeiros

 
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Publicado por em setembro 1, 2011 em Uncategorized

 

Este azul

“Eu só queria ver de que material era feito o teu amor por mim. Precisava de escangalhar o teu coração para o fazer encaixar no meu. (…) Sem o teu coração não consigo amar – não me abandones outra vez. Logo eu, que amava o mundo inteiro, não é? Amar em abstrato é muito mais ágil do que amar em concreto.

Inês Pedrosa in “Fazes-me Falta”

 
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Publicado por em agosto 27, 2011 em Uncategorized

 

Linda

 
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Publicado por em agosto 20, 2011 em Uncategorized

 

Asa manchada

A retina é teu útero, teu sol, tua sombra inconclusa,

Minha voz não te sustenta, criou pétalas, amontou o líquido proibido .

O susto daquele silêncio ainda urra no estomago.

A mão engoliu a estranha palavra mentirosa,

Entre mim e quase eu, o rosto entre-aberto. Vibro? Desmonto?

Ou.. abraço essa outra parte que me estranha, que alvoraça?

Estou farto, parto-me agora e parto.

Mas muito mais que partir é o que faço, é te guardar no lugar de agora,

o lugar é ainda sem nome, é la onde tu moras no esquecimento.

 Ande devagar agora oh moço a noite ainda nem se abriu e já te repartes assim?

Nada.

Esse amontado de tormentos não te perdoam, mas vais…

A mim o poema reclamou, quer um fim, um novo.

Liberto-me pra minha ausência. Só amanhã é que o sorriso te perguntará.

 

 

 
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Publicado por em agosto 20, 2011 em Uncategorized

 

Muro

Li num muro, desconheço o autor.

” Há sempre um copo de mar,

pra um homem navegar.”

 

 
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Publicado por em agosto 13, 2011 em Uncategorized

 

Um ponto??

 
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Publicado por em julho 27, 2011 em Uncategorized

 

Lucidez

A vida é como um sonho; é o acordar que nos mata.

Virginia Woolf

 
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Publicado por em julho 22, 2011 em Uncategorized

 

Mais que bela

                  Ao som  de Maria Gadu Bela Flor

                                                      Para Taìs ( Ferrãozinho)                          

Há tempos o tempo está lento, sufocado.

Estéril.

Os tons não se cumprem, a nota amarga calada,

o toque, ah do toque já nem sei mais, o gosto perdeu-se desgostoso.

A mão está fraca, castrada.

Suspensa.

Os nomes vem do estomago que dói.

O frio está ameaçando a beleza que ainda se espera.

O susto guardou-se para o amanhã, para o gemido do depois,

para si, só o teu rastro que me guia,

 no teu pólen oh bela flor está o raro descanso de meus olhos.

O descanso que de alegria me incha.

A flor, que guarda nas longas petálas fechadas o nosso destino.

 

 
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Publicado por em julho 18, 2011 em Uncategorized

 
 
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